◆ por Luciana Santos de Jesus

A nutrição hoje vai muito além da consulta presencial: tem acompanhamento online, plano alimentar por assinatura, e-book, curso e até consultoria para academias e empresas. Cada nova fonte de renda é ótima para o faturamento — e uma dúvida nova sobre nota fiscal e imposto. Organizar isso é o que separa o negócio que cresce do que vive no aperto.

Por que receber como pessoa física custa caro

O nutricionista que atende como pessoa física declara tudo no carnê-leão, com alíquota que chega a 27,5%. Quando entram vendas de e-books, planos e consultorias, o volume cresce e a conta de imposto também — sem que dê para abater as despesas do negócio.

Com um CNPJ (ME) no Simples Nacional, a tributação parte de patamares menores. E, com o Fator R bem aplicado, a alíquota efetiva cai de forma relevante, deixando mais dinheiro para reinvestir no consultório e na marca.

Cada fonte de receita tem o seu tratamento

O ponto que mais confunde o nutricionista é misturar receitas de naturezas diferentes. Vale separar e tratar cada uma corretamente:

Tratar tudo como "uma coisa só" é o caminho mais rápido para pagar imposto errado — para mais ou para menos, e os dois trazem problema.

O Fator R e o Anexo III

O Fator R é a relação entre a folha (incluindo o seu pró-labore) e o faturamento dos últimos 12 meses. Atingindo 28% ou mais, a atividade de nutrição é tributada pelo Anexo III (a partir de 6%) em vez do Anexo V (a partir de 15,5%). É o pró-labore bem estruturado que destrava essa economia — e isso se acompanha mês a mês.

Organização financeira: o que fazer desde já

Com esses processos rodando, você decide preço, lançamentos e parcerias com base em números, não no achismo.

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